Santo Paradoxo

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Enquanto bandas como The Killers e The Jonas Brothers são abertamente religiosas, há muitas outras que achincalham completamente, ou desprezam tudo o que a religião representa. O site Gigwise relembrou uma série de bandas e estrelas da música que denegriram, ridicularizaram ou marretaram a religião em entrevistas, músicas ou arte de álbuns. Alguns são ateístas, outros expressam alguma reprovação e, no outro extremo, há os grupos anti-religiosos que veementemente atacam a igreja, Deus e Jesus Cristo. Aviso: alguns exemplos são chocantes...

Gary Numan já criticou e mostrou antipatia à religião em seus álbums "Sacrifice", "Exile", "Pure" e "Jagged". Falando sobre as gravações, em 1994, de "Sacrifice", ele disse: "A primeira música que escrevi foi sobre os perigos da fé cega. Quando refleti sobre minha própria falta de fé, me surgiu a idéia de que Deus e o Diabo podem ser a mesma coisa." Ele acrescenta: "Pessoalmente, eu não acredito nem um pouco em Deus, mas se eu estiver errado e existir mesmo um Deus, que tipo de deus seria esse, que nos dá esse mundo em que vivemos? Certamente não pode ser uma divindade boa. Na melhor das hipóteses, Deus deve ser cruel e egoísta."


 Quando o clipe de Madonna para "Like A Prayer" foi lançado, em 1989, causou um escândalo imediato. Mostra crucifixos pegando fogo, Madonna com os estigmas de Cristo e o mais controverso, a cantora fornicando com uma estátua viva de Santo Martinho de Porres, que muitos afirmam ser um Jesus negro. O Vaticano e outros grupos cristãos repeliram a idéia, mas isso só aumentou o interesse pelo clipe e garantiu seu lugar na história do pop.




Em uma entrevista para o The Observer, em 2006, Elton John mostrou-se a favor de que a religião fosse "banida". Junto às farpas sobre o tratamento dado pela igreja à homossexualidade desabafou: "Do meu ponto de vista, eu baniria a religião completamente. A religião organizada parece não funcionar. Transforma as pessoas em lemmings cheios de ódio e não é misericordiosa." Também disse que líderes religiosos não estão fazendo o suficiente para parar a guerra, ainda dizendo que: "O mundo está quase rumando para a terceira guerra mundial, e aonde estão os líderes de cada religião? Porque não estão em assembléia? Porque não estão se unindo?" Podemos deduzir que o crucifixo que ele está usando na foto é um mero enfeite!


Outro que não se preocupa muito com controvérsia, Marilyn Manson (Brian Warner), em seu segundo álbum, "Antichrist Superstar", de 1996, deixou alguns religiosos tão revoltados que foram organizadas marchas de protesto contra o disco. O álbum conceitual está cheio de conteúdo anti-cristão, em faixas como "The Reflecting God" ("o Deus que pondera") e em letras pesadas: "When you are suffering, know that I have betrayed you" ("Quando você está sofrendo, saiba que eu o traí"). Anti-religião em toda a sua carreira, Manson chocou mais com o álbum "Holy Wood (In The Shadow Of The Valley Of Death)" ("Madeira Santa (da Cruz) [À Sombra do Vale da Morte]") em que se via o rockeiro passando por Jesus na cruz.



"Imagine there's no countries / It isn't hard to do / Nothing to kill or die for / And no religion too / Imagine all the people / Living life in peace" ("Imagine não haver países / Não é difícil / Nada pelo qual matar ou morrer / E nenhuma religião / Imagine as pessoas / vivendo a vida em paz"). Letras pungentes de uma das mais pungentes canções. "Imagine", de John Lennon. Mas a parte "nenhuma religião" tem sido criticada por grupos religiosos com o passar dos anos. Algumas covers da música trocaram as letras para "e uma religião também" para manter os tementes felizes, mas desrespeitando e minando o sentimento de Lennon no processo.


Apesar do nome, o Bad Religion afirma não ser totalmente ateísta. Na verdade, usam a religião como uma analogia a opressão. Greg Graffin comenta que: "Fé no seu parceiro, nos homens, em seus amigos, é muito importante... Mas fé em líderes religiosos ou políticos, ou mesmo em pessoas que sobem ao palco, pessoas famosas, você não deve ter fé nessa gente." Mesmo assim, a impactante letra “A bounty of suffering, It seems we all endure, And what I’m frightened of, Is that they call it 'God’s love'” ("Um prêmio de sofrimento, parece que todos carregamos, e o que me assusta, é que chamam isso de ‘amor divino’"), da música "God's Love", por exemplo, parece contradizer totalmente esse comentário.



Em uma entrevista para o Evening Standard, em 1966, John Lennon advertiu o jornalista Maureen Cleeve:"O cristianismo vai sumir. Vai desaparecer e encolher. Eu não sei o que vai primeiro, o rock n' roll ou o cristianismo... (Os Beatles são) mais populares que Jesus agora." Ninguém reparou nos comentários até que foram impressos na revista teen "Datebook". A reação teve proporções bíblicas. Álbuns dos Beatles foram queimados em público, rádios de circuitos cristãos baniram suas músicas e shows foram cancelados. No fim das contas, Lennon foi forçado a pedir desculpas em uma conferência para a imprensa.
Fonte desta matéria (em inglês): Gigwise.com

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